O que pode ter acontecido em uma empresa que apresenta piora da Margem de Contribuição, mas aumento do lucro líquido? | Administração | Profes

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Melhor resposta Professora Andressa A. Silva
há 4 meses
A Margem de Contribuição (MC) equivale à Receita de Venda (ROL) dos produtos e serviços, deduzidos o Custo do Produto (ou serviço) Vendido (CPV) e as Despesas Variáveis (DV) associadas, ou seja:

MC = ROL – CPV – DV
Como o CPV, DV e ROL estão associados pelo nível de atividade, ou seja, os custos e despesas variáveis tendem a serem maiores quando a receita é maior, pois os custos e despesas variáveis aumentam quando se produz e vende mais, a queda na MC só pode estar associada a uma ineficiência do processo produtivo, ou seja, o custo marginal e a despesa variável marginal aumentaram. Em outras palavras, para produzir uma unidade a mais meu custo e despesa variável são maiores. Isso acontece ,por exemplo, quando uma empresa aumenta de tamanho e sofre deseconomia de escala.
Apesar disso o lucro líquido (LL) aumentou. Isso é possível, pois a MC não é a sua única alavanca. Além da MC temos como alavanca do LL a parte fixa do SG&A (despesas gerais, despesas de vendas e administrativas), o saldo das operações financeiras (receitas financeiras - despesas financeiras) e até mesmo (e porque não) os impostos pagos.
Se alguma destas alavancas teve resultado positivo superior à queda na MC temos, consequentemente, elevação do LL do exercício. Se a parte fixa do SG&A teve queda superior à perda na MC (por exemplo terceirizando serviços de backoffice para empresas de BPO (businesss process outsourcing)), e essa operação foi muito bem sucedida, a queda na MC pode ter sido compensada. De outro modo, se o saldo das operações financeiras tiveram resultado excepcional, trazendo para a empresa valores que superam a perda da MC, também é possível ter aumento no LL. Outro fenômeno (um pouco menos provável, mas que pode acontecer) é a queda no montante de impostos pagos, ou até mesmo um saldo positivo nesta conta, caso tenha havido dedução maior do que o valor devido no exercício.
O que pode ser feito neste caso é mitigar a ineficiência produtiva (consequentemente melhorando a MC) e amplificar os efeitos positivos das demais alavancas de lucro.
Para o primeiro caso, pode-se:
- fazer um projeto de melhoria de processos produtivos para reduzir os custos marginais (gestão da qualidade total (TQM));
- fazer um estudo e determinar qual a escala ideal para esta organização, de modo a adequar o nível de atividade a uma estrutura de custos existente;
Para o segundo caso (ou seja, impulsionar o LL através das outras alavancas), pode-se:
- definir uma estratégia financeira agressiva, ou seja, definir o equilíbrio do valor disponível para investimento entre produção e operações financeiras que privilegie a segunda;
- fazer um estudo de terceirização mais aprofundado para diminuir o capital fixo aplicado nos processos de suporte (desinvestimento estratégico);
Os riscos estão associados principalmente a um enxugamento exagerado levado adiante de forma muito acelerada. É preciso haver uma diretriz da organização nesse sentido, produto de uma estratégia bem pensada, e desdobrada por toda a empresa.
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